A economia do Brasil – ontem e hoje

A economia brasileira, desde o período colonial até a II Guerra Mundial, tem sido estritamente ligada à economia mundial. Isto se dá em decorrência da participação do país, em vários períodos, do chamado processo capitalista.

Todavia, em cada momento, a economia do Brasil vai se caracterizar de modo diferenciado, conforme as necessidades das classes que predominavam em cada período. Em decorrência deste fator, torna-se necessário uma análise de cada forma de participação.

Durante o período colonial, o Brasil foi incorporado na economia mundial por meio de Portugal, que mantinha uma relação intensa com o país, onde a economia deste último era subordinada a da Metrópole. Durante um longo período, o Brasil serviu de fornecedora de matérias-primas para Portugal manter seu comércio mundial com outros países, como a Inglaterra. Dentro deste processo denominado mercantilismo, tem destaque o fornecimento de pau-brasil, açúcar e metais.

Todavia, quando a economia do cenário mundial começa a tomar outras formas, as relações econômicas brasileiras também passam por uma intensa transformação. Nos séculos XVIII e XIX, a Inglaterra através da economia industrial pressiona Portugal, que mantinha sua economia e do Brasil ainda sob os moldes mercantilistas. A Inglaterra via no Brasil como um imenso mercado consumidor de suas manufaturas, o que era impraticável para um país escravagista. Por tudo isto, a Inglaterra pressiona o fim da mão-de-obra escrava no Brasil e a abertura dos portos para os produtos ingleses. Neste momento, a economia do café passa a ter destaque no Brasil, onde os chamados “barões do café” começam a se destacar nos cenários políticos e econômicos. O fim do uso de escravos no Brasil é logo resolvido através da importação de mão-de-obra barata estrangeira e que acaba contribuindo para a política do “embranquecimento” da população brasileira.

A economia do café acaba por dar condições financeiras para o surgimento das primeiras manufaturas brasileiras, embora não se pode negligenciar a influência de capital estrangeiro, principalmente o inglês. Nas primeiras décadas de 1900 vemos o setor industrial contribuir para o engrossamento da população urbana e brasileira. Fatores com a Grande Guerra e a Quebra da Bolsa de Nova Iorque vão ser decisivas nesta mudança. Em relação a Grande Guerra, as indústrias brasileiras vão aumentar suas produções para substituir as importações paralisadas pelo conflito mundial. A queda da bolsa traz uma grave depressão econômica que acabou por demonstrar a fragilidade do sistema-agroexportador.

Dentro da própria política, as oligarquias vão começar a perder terreno a partir da ascensão da classe industrial brasileira. Durante o governo Vargas vão ser criadas leis e instituições em favor à classe empresarial brasileira, que a partir daí torna-se a classe econômica e social predominante, mas que mantinha estreitas relações com o mercado e capital mundial.

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